Sim, o gostoso da vida eram as formas arredondadas! Felipe era fascinado por gordinhas. Das magrelas-tábua-de-passar queria distância, pois gostava mesmo era de curvas avantajadas. Principalmente de seios bem fartos. Seios gigantes, deliciosos, suculentos, naturais... Isso sim! Às vezes ele ia à feira só pra ficar namorando os melões e as melancias. Apalpando e cheirando as frutas rotundas e apetitosas.E foi naquela tarde, na feira, que ele teve a visão do paraíso: uma gordinha atravessou a rua, desfilando fartura e opulência, enquanto abocanhava de forma insinuante um enorme e cilíndrico picolé.
Que loucura!!! Ela era do jeitinho que ele idolatrava; daquelas fofinhas que só andam perfumadas, maquiadas e de minissaia curtíssima. Que tesão!!!! Oh, sim, as gordinhas sempre eram as mais taradinhas! Elas é que faziam seu sangue ferver!
Felipe perdia-se em delírios, imaginando os dois nadando em uma cama coberta de chantilly, sorvete, morangos e calda de chocolate.
Ignorando tanta admiração, a Vênus veio, balançando as ancas fartas, em sua direção, e ele deu um passo à frente na tentativa de abordá-la.
- Sai do meio, nanico idiota! – disse a fofolete, com testa vincada e cheia de autoridade.
Felipe ficou parado na calçada: incrédulo, humilhado, embasbacado. Nossa, gordinha sexy e dominadora, podia ser melhor? Claro que não, essa é pra casar!
E pôs-se a seguir, como um cachorrinho, a musa idolatrada.
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